Contemplação total, asas, ursos e água

Um dos meus antigos poemas surrealistas:

Eu contemplava em minha paz imensurável
As estruturas de concretos
Compuseram-se asas em mim
As estruturas de concretos viraram água

Em uma onda gigante  que alastrou toda a cidade
Sem ter o que contemplar
Voei para as colinas
Que também viraram água

Agora eu contemplava os ursos marítimos que surgiram
Eles lutavam entre si
E nadavam na velocidade da luz
Eles lutaram entre si

Até que sobrou um deles
Que morreu de velhice
E eu não tive mais nada para contemplar
Só água

Capaz de todas as proezas

Se de pureza e simplicidade
Vivo da mais imensa felicidade
E quanto mais se completa o meu viver
Mais eu tenho de lhe querer

Com palavras singelas
Vou falando do amor
Surgindo o que for
Sem ou com palavras belas

A rima é fraca
O poema também

Alguns versos nem rimam
Outros fazem até demais
Mas o importante é o amor
Da minha pessoa pela noite

O ciúme é explicado
E de brigas e sorrisos
Vamos se endireitando

Ah! Esse é o amor, inexplicável
Se em cinco minutos estávamos brigando,
nem cinco, nos reconciliamos

E assim, vai aumentando o desejo
Desejo não pela noite
Desejo de passar a eternidade do lado dessa

Cinco horas com ela, o mesmo que cinco minutos
Cinco minutos sem, o mesmo que cinco horas

E assim é o amor
Feito água, capaz de derrubar pedra
Capaz de amolecer a terra
Capaz de causar vento
Capaz de apagar o fogo
Capaz de todas as proezas

E assim é o amor
Capaz de todas as proezas

Todos os direitos reservados a Kerollyn Tuller

Começando o dia!

Para começão o dia, o poema que tentei escanear e não deu, vai digitado mesmo (no papel ficou mais legal):

Poetas grandes e menores
Acompanhado de trocadilho e métrica ruim

É relativamente fácil descrever um poeta, basta ler todos os poemas dele, analisá-los um a um e dar o veredicto.
Veredicto do latim “Veredictum”, “verdadeiramente dito”, então cuidado, pois se errar no veredicto, não será mais verdadeiramente dito.
Poetas são assim, ora escrevem em posa
Ora em versos

Ora muda de estrofe
E de repente bagunça todo o papel

Poeta ora escreve com métrica
Poeta ora escreve sem métrica
Nenhuma

E volta para a prosa, se deliciando em palavras simples, e tentando criar um texto formidável.
E poeta não escolhe a hora de usar parágrafo, nem a hora de escrever certo, vai saindo tudo assim, bem jogado.
Há poetas que trabalham por dias em um poema, há poetas como eu, que não escreve poemas.

Então como definir um poeta?
E poesia, tem definição?

Poeta gosta de ver a folha cheia, poeta é assim mesmo, todo escrevedor e inventor de palavras, poeta nem sabe o que faz, por isso digo que não escrevo poesia.
Há poetas e poetas, desde os grandes aos menores, Vinicius e Manuel eram menores, eu sou grande.
Tem poeta que recita, poeta que canta, poeta que le e critica e poeta que faz tudo isso
Mas ainda não sei, o que é um poeta?
E o que é uma poesia?

Ponto final, dessa vez escrito e acompanhado de vírgula

Poetas que recitam poesia

Nesse blog há uma série onde procuro poetas famosos recitando poesias próprias ou de outros poetas.
Terá uma categoria só para a série, para facilitar a localização, basta que cliquem no link “Poetas que recitam poesias” no menu “Categorias”.
O título será sempre “Poetas que recitam poesia #x”, onde x é o número do “post episódio” da série, espero achar materiais legais sempre!

Observação:  não há um período definido para o post da série, com o tempo creio que ficará mais difícil, mas tentarei fazer por agora, quase que diário, e depois, quase que semanal.