Existe?

Aos poucos leitores que ainda me restam:

Inexiste realidade

Advertisements

São Paulo

Em São Paulo tudo começa
Você conhece o mundo
É tudo como uma peça
E geral aqui é moribundo
Pena que é real
O cotidiano é suícida
O cotidiano é genocida
E tudo é uma prova
De que você é ou não é leal
Parece nova
Mas tem uns anos
Todo dia de Rio Grande
Até o brás
Passo em frente a febém
Ergo a cabeça
E não volto atrás
Vou sempre além
São paulo é assim
Mas é tudo pra mim
Guardo a cidade no coração
E aqui é um louco mundão
O estilo urbano me corrompeu
E nem meu crânio mais é meu
E acha que o seu é seu?
Aqui é pa pum
Assalto, morreu
E nessa louca gigante, fudeu
Eu sou só mais um!

Cria

A noite vira o dia
E os erros ficam no passado
Pobre garota
Suas roupas quase abertas chamaram atenção

Um só não bastou
Bastou à noite virar dia
E se fundir tudo em um só
Raiou o sol sujo de sangue

A hipocrisia cresceu
Pobre ex-virgem
Seus ideais inexistentes de família pobre
Não funcionaram

O bolsa família
Pode ser que ajude
Um a mais um a menos

Revire o seu sangue fervente
Pobre ex-virgem
Bastou da sexta pro sábado
Arremataram-lhe seu ânus

Borraram sua maquiagem exacerbada
Manchada em sua face, o que sobras de ti?
A violação do corpo foi feita
E basta o período, para perceber que o sangue não cairá por terra

E a cria já maltratada
Cairá por mágoas terrâneas