Carta de justificativa

Não é por cobrança
É por necessidade
Sigo aqui o conselho de Manuel Bandeira
De só escrever quando muito não puder de fazer

Não se assuste doce amada
Parei sim
Meus textos caíram na mesmice de sempre
Eu pouco os aguentava
Minha mente passa por mudanças
Não sou mais aquele pseudo-revolucionário
A única certeza que tenho é o meu amor por ti

Amo-te, como jamais amei ninguém
Inspira-me ainda, como jamais outro alguém me inspirou

E reescrevo os versos anteriores, trocando o tempo verbal
Porque verbo é importante e seu tempo muda toda a poética

Amar-te-ei, como jamais amarei alguém
Inspirar-me-ás, como jamais outro alguém fará

Escrevo pelo mártir da minha poesia
Mas a ressuscitarei
Buscarei novos horizontes
Mas você sempre estará nela

Não se esqueça nunca
Que amo, e amo de verdade você
Fica essa singela insignificativa
Carta de justificativa
E não só de justificativa
De agradecimento
Por me fazer voltar
(como sempre faz)

 

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