Contemplação total, asas, ursos e água

Um dos meus antigos poemas surrealistas:

Eu contemplava em minha paz imensurável
As estruturas de concretos
Compuseram-se asas em mim
As estruturas de concretos viraram água

Em uma onda gigante  que alastrou toda a cidade
Sem ter o que contemplar
Voei para as colinas
Que também viraram água

Agora eu contemplava os ursos marítimos que surgiram
Eles lutavam entre si
E nadavam na velocidade da luz
Eles lutaram entre si

Até que sobrou um deles
Que morreu de velhice
E eu não tive mais nada para contemplar
Só água

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s